3.8.13

Aulas na Academia Charles Carvalho


Tai Chi Chuan na Cachoeira do Mirandão - Agosto - 2012




SIPAT GEOCICLO - Agosto - 2012

A 1ª SIPAT da empresa de biotecnologia GEOCICLO contou com diversas atividades oferecidas a seus colaboradores em sua própria sede em Uberlândia. Com a finalidade de apresentar uma forma de se pensar a Ginástica Laboral, visando não apenas saúde física mas emocional e psicológica, foi apresentado o Tai Chi Chuan a seus colaboradores.





Programa High Value - Bradesco Cartões

A Bradesco Cartões ofereceu nesse mês de agosto de 2011, um treinamento de nome High Value no qual seus colaboradores experimentam  atividades de grande valores em vários aspectos. Uma das atividades escolhidas foi o Tai Chi Chuan.






22.10.12

Projeto Filosofando Agora: A vida e seu eterno fluir. Um retorno à filosofia de Heráclito



Dando continuidade à temática: 
A vida e seu eterno fluir. 
Um retorno à filosofia de Heráclito




7ª Edição 2012
Apresenta a palestra: 

Janelas da Alma 
 
Com Gercina Santana Novais
Psicóloga e
Doutora em Educação


Data: 23/10/2012
Horário: 19 horas
Entrada : 01 lata de leite em pó
Local: Espaço Cultural do Mercado Municipal
INFORMAÇÕES: 034 3083 0500


Apoio:
 Secretaria Municipal de Cultura 

Um forte abraço a todos
e até lá

Silvia S Sant'Ana

5.6.12

Aula de Tai chi chuan no LAR do Jardim Brasília

No dia 01/06/12 os frequentadores do LAR - Rede de Lares solidários do Bairro Jardim Brasília receberam uma aula gratuita de Tai Chi Chuan. Mesmo sendo algo novo e diferente o pessoal se dedicou bastante e ficaram muito felizes com os resultados dos exercícios. Os idosos com mais debilidades mostraram uma força de vontade e motivação enormes tentanto exercicios mais dificeis, até mesmo os que se exercitavam na piscina tentaram alguns movimentos.








22.5.12

Ki a Energia Primordial


 
O Ki, a energia que cria e anima todas as formas de existência é, apesar da aura de mistério que geralmente a envolve, o mais evidente sobre esta terra, vivemos literalmente submergidos em um oceano de Ki, pois é a substância ou a vibração que se manifesta em infinitas formas naturais. A ciência compreende agora algo que os sábios da antiguidade já conheciam, que a matéria é um som, uma vibração. Mas especulando até o infinito, intuem que esta matéria não é outra coisa que a luz densificada, ou cristalizada. Pitágoras, a mais de 2500 anos afirmava que uma pedra era, na realidade, música petrificada.

Os sábios instrutores de yoga, meditação, cura ou de artes marciais, com um designo espiritual, nos aconselham a sermos extremamente cautelosos quanto ao uso ou ao desenvolvimento do Ki ou prana, pois não deixam de insistir no fato de que a energia, Ki, Chi ou prana, é absolutamente neutra, totalmente impessoal, como a energia solar ou a eletricidade, e que nutrirá nossas tendências e inércias, da mesma forma que a luz do sol pode fazer crescer uma flor de lótus ou de ópio. Um axioma hermético muito antigo nos diz que a energia segue o pensamento, e de acordo com isso, se desejamos entrar em contato com a Fonte do Ki, devemos observar cuidadosamente a qualidade de nossos pensamentos, palavras e atos, encontrar o núcleo de onde surgem, e comprovar se emanam de nosso amor, da compaixão e da alegria, ou de nossos desejos e medos, com todas suas positivas ou fatídicas consequências. A esse respeito, diríamos que alguns dos livros publicados sobre a arte do pranayama (as antigas técnicas para absorver a energia do Ki ou prana por meio da respiração) são muito nocivos, pois raramente advertem os estudantes acerca dos riscos derivados de uma prática indiscriminada. Não esqueçamos que trabalhar com a energia do Ki sem um guia que conheça a ciência do uso da energia e a anatomia do corpo humano, é literalmente brincar com fogo.

Por outro lado, as técnicas de Aikido e de outras vias como a arte da espada ou o Karate-do tradicional, que incorporam numerosas formas de exercícios respiratórios, fazem desenvolver muito rapidamente uma grande quantidade de Ki hárico, e se não existe uma conduta elevada, guiada por grandes valores humanos como compaixão, não-violência, desapego e equanimidade, veremos surgirem sintomas de nossas paixões dominantes, nossas tendências latentes (sámskaras) e inércias mentais (vasanas).
Os mestres nos dizem que o Ki pode expressar-se de duas formas bem diferentes: como tariki, o “Ki criativo”, feliz, pacífico, alegre, expansivo, inclusivo e fluido, que surge do coração e dos centros (chakras) superiores, ou o yoriki, o “ki nefasto”, destrutivo, egocêntrico, impetuoso, individualista, que tende à agressividade e, inclusive, à violência. Este é o Ki do hara ou cérebro reptiliano e abdominal, com todas as suas nefastas e imprevisíveis consequências. Precisamente este tipo de Ki negativo, ancorado no hara, é o que muitos guerreiros samurais desenvolvem, e por azar uma grande maioria dos praticantes de artes marciais e de professores que não tiveram a fortuna de serem instruídos por um professor compassivo, pacífico e sábio.


Por Carmelo Rios
Em: http://flordeameixeira.com/

Entrevista Essencial HB - Canal da Gente





A fé que move a China


No país mais populoso do mundo, 3 doutrinas se influenciam para formar uma religião que só existe lá - e explica o jeito chinês de ser.



"Todo chinês é taoísta em casa, confucionista na rua e budista na hora da morte”. Para muitos estudiosos, esse ditado chinês resume a complexa espiritualidade da nação mais antiga do mundo. Em seus 5 mil anos de história, a China teve a alma moldada pelos livros dessas 3 doutrinas, surgidas há mais de 20 séculos. Por isso, apesar do vertiginoso crescimento econômico que moderniza o país a toque de caixa, quem quiser entender a China de hoje precisa voltar o olhar para o passado distante. Enquanto arranha-céus e canteiros de obras mudam a face das milenares metrópoles chinesas, Confúcio, Tao e Buda ainda explicam muito sobre os chineses e sua relação com o mundo. Em vez de se excluírem, essas doutrinas se misturam como ingredientes de uma poderosa salada espiritual – a chamada “religião tradicional chinesa”, que inclui de filosofia e regras de etiqueta a magias, talismãs e reencarnação. Nas próximas páginas, você vai entender como se formou essa tríade sagrada, cujas origens se perdem na lenda e cujos ensinamentos regem a vida de mais de 1 bilhão de pessoas.


Num país em que sabedoria conta mais que santidade, nenhum sábio desfruta de tanto prestígio quanto Kung-Fu-Tzu – o “Venerável Mestre Kung”, também conhecido por seu nome latinizado, Confúcio. Nascido no século 5 a.C. – uma época de guerras, fome e miséria –, Confúcio estava mais interessado em reformar o mundo dos homens do que em desvendar os mistérios do Universo. E buscou o antídoto para os problemas sociais em clássicos da civilização chinesa: ao longo da vida, ele compilou, editou e comentou um conjunto de obras hoje conhecidas como Clássicos Confucianos. Nos séculos seguintes, discípulos e seguidores reuniram os ensinamentos do mestre nos Analectos e transformaram o confucionismo na ideologia oficial do império.


A filosofia de Confúcio se baseia no conceito de ren, termo que pode ser traduzido por “benevolência” ou “humanismo”. Para ele, um sábio deve medir suas ações tendo em vista o bem da humanidade – tanto as gerações presentes quanto as futuras. Esse apelo ao altruísmo universal se resume na máxima cunhada pelo mestre 400 anos antes de Jesus Cristo: “Não faças aos outros o que não desejes que te façam”. Outro conceito essencial do confucionismo é o li, que pode ser traduzido como “ordenamento social”. Confúcio acreditava que só poderia haver harmonia entre os homens se cada indivíduo seguisse à risca as normas de sua sociedade – incluindo respeito à hierarquia e etiqueta.

“Socialmente – ou seja, ‘na rua’ – o chinês moderno ainda é profundamente confuciano”, diz o sinólogo André Bueno, do Departamento de História e Filosofia da Faculdade Estadual de União de Vitória, Paraná. O apreço pelas regras de etiqueta pode parecer estranho aos olhos de outros povos – um tipo de choque cultural que ocorre com freqüência entre empresários ocidentais que vão fazer negócios na China. Um exemplo bem atual da obsessão confuciana por esses protocolos: entre os chineses, cartões comerciais devem ser apresentados com os braços estendidos, uma suave reverência com a cabeça e a palma das mãos voltadas para o interlocutor. Quem entrega seu cartão com displicência se arrisca a arruinar transações milionárias. Exagero? Não, confucionismo.

Apesar de sua influência sobre a espiritualidade chinesa, o confucionismo está mais para filosofia ética do que religião. Confúcio nada disse sobre vida após a morte, e há quem diga que era ateu. Para Kung-Fu-Tzu, o sábio deveria fazer o bem pelo bem, sem esperar recompensas divinas. O que soou muito estranho para os missionários cristãos que chegaram à China a partir do século 15 e passaram a descrever o confucionismo como “religião oficial” do país. É verdade que o cético e pragmático mestre Kung pregava o respeito aos cultos tradicionais como forma de coesão social. Mas foi nas outras duas faces da tríade, o taoísmo e o budismo, que a alma chinesa saciou seu apetite pela transcendência.



Manancial de superstições para alguns estudiosos, o taoísmo é a viga mais forte do templo espiritual chinês, e sua influência sobre práticas típicas da cultura chinesa, como o feng shui e o tai chi chuan, são provas disso. A palavra Tao – “caminho” ou “curso” em mandarim – indica a força primordial que mantém o Universo em equilíbrio. Não é uma divindade antropomorfa, à maneira judaico-cristã, mas uma espécie de energia impessoal que se move por trás de tudo que existe. Segundo o taoísmo, o fluxo do Tao é regido pela transição entre yin e yang, os pares de opostos que formam o cosmos: macho e fêmea, luz e sombra, quente e frio etc. Essas idéias são antigas como a China e remetem aos xamãs da Pré-História – mas o primeiro a elaborá-las em forma de filosofia foi Lao-tsé. Embora não se saiba ao certo se ele viveu uma geração antes ou 100 anos depois de Confúcio, todas as referências concordam que ele foi o autor do primeiro cânone do taoísmo, o Tao Te Ching ou “Clássico do Caminho e da Virtude”.
Se o ideal de Confúcio era reformar a sociedade, o de Lao-tsé era harmonizar o ser humano com o Cosmos. “O homem segue a Terra, a Terra segue o Céu, o Céu segue o Tao, e o Tao segue a si mesmo” – é um dos versos mais famosos de sua fascinante e obscura obra. Mais individualista que Confúcio, Lao-tsé pregava uma vida simples, em comunhão com as energias da natureza e longe das turbulências da política. Essa busca de equilíbrio entre o indivíduo e o Universo é o que rege, ainda hoje, a disposição das mobílias segundo o feng shui, os movimentos do tai chi chuan e os exercícios de disciplina das artes marciais chinesas.

“Até o século 4, o taoísmo era uma filosofia de vida, principalmente. Depois, tomou ares de religião”, explica o sinólogo Bueno. Em sua vertente mística, o taoísmo se aproxima do animismo – a idéia de que todas as coisas, incluindo pedras e plantas, são dotadas de “espírito” e “poder”. Daí a multidão de feitiços, encantamentos e simpatias que o taoísmo assimilou com o tempo. Na Idade Média, os sacerdotes taoístas não se limitavam a meditar: praticavam a alquimia, buscavam a imortalidade em elixires mágicos e diziam ter superpoderes, como o de voar pelos céus à noite. Ao lado da vertente filosófica, muitas superstições do panteão taoísta continuam vivas até hoje. Um exemplo: quando um chinês tem problemas domésticos, costuma pôr a culpa na presença de gênios mal-humorados em sua casa. O jeito é contratar os serviços de algum sacerdote taoísta especializado em exorcismos – cujos rituais se parecem com os da umbanda brasileira, com direito a banhos de sal grosso e golpes de folha de arruda nos exorcizados. “Mesmo para quem vem de um país como o Brasil, a quantidade de crenças e superstições populares que existem na China é enorme”, diz a antropóloga especialista em China Rosana Pinheiro Machado, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.




Mas com todos seus feitiços e meditações o taoísmo nada diz sobre a vida após a morte. E é aí que entra o budismo, fundado também por volta do século 5 a.C., na Índia. Siddharta Gautama (o Buda) viveu na época de Confúcio e Lao-tsé – mas foi só por volta do século 1 a.C. que obras budistas chegaram à China, com viajantes que cruzavam o Himalaia. Entre os conceitos budistas que “colaram” na China está o “nirvana”, estado de elevação espiritual em que todo sofrimento desaparece, e o “samsara”, que pode ser entendido como reencarnação. Durante séculos, monges chineses traduziram obras em línguas indianas e compuseram seus próprios tratados em mandarim – o resultado disso tudo é a coleção conhecida como Grande Tesouro das Escrituras, compilado no século 10.

O budismo original se dividia em duas escolas: o Theravada, mais cético e filosófico, e o Mahayana, uma espécie de caldeirão de crenças que aceita a existência de deuses, espíritos e criaturas fantásticas, como demônios e serpentes falantes. Foi esta versão que fez sucesso no país de Confúcio, dando origem a duas formas de budismo típicas da China. Uma é o chan, ou zen, que misturou crenças budistas a práticas de meditação do taoísmo. A outra é o “terra pura”, ramo mais popular, que venera diversos espíritos iluminados em vez de um único Buda.
E assim deciframos a última parte do enigmático provérbio citado lá no início. Pois é na hora da morte que o pragmático chinês renuncia às preocupações desse mundo e chama monges budistas para recitarem os sutras – textos sagrados que garantem sorte na próxima encarnação. “O raciocínio é simples: se corremos o risco de reencarnar, então é melhor chamar um especialista”, resume o sinólogo Bueno. Mais chinês impossível.
A tríade espiritual passaria por maus bocados a partir de 1949, quando o país foi dominado pela ditadura comunista de Mao Tsé-tung. Por sua ênfase na reflexão individual, o confucionismo virou ideologia “burguesa”. Enquanto isso, as práticas budistas e taoístas eram descartadas como “superstições abomináveis”. Os livros foram proibidos e muitos queimados. Mas a repressão mal afrouxou, na década de 1980, e a borbulhante religiosidade chinesa voltou à tona, com resultados muitas vezes irônicos. É o caso do destino póstumo de Mao Tsé-tung. Alguns anos após sua morte, o ditador ateu passou a ser venerado como espírito do panteão taoísta. Hoje, quase todos os táxis de Pequim têm um amuleto no retrovisor, onde se vê a fotografia de Mao cercada de franjas e sininhos – uma simpatia contra acidente de trânsito.



Assim como sua efígie, a ideologia de Mao também foi virada pelo avesso por seus sucessores. Quando abriu a economia chinesa, por volta de 1988, o reformista Deng Xiaoping justificou sua traição ao marxismo com uma tirada tipicamente chinesa: “Não importa se o gato é preto ou branco. Importa que cace ratos”. Nos anos seguintes, o onívoro dragão chinês, que já tinha digerido a doutrina de Marx, fez o mesmo com o capitalismo – transformando essas duas ideologias ocidentais em algo, digamos, bem chinês. O que não é de estranhar no país de Confúcio, que também cunhou outra máxima famosa: “Devemos copiar o que admiramos, para depois superá-lo”.

 por Texto José Francisco Botelho
fonte: http://super.abril.com.br/religiao/fe-move-china-447673.shtml